
Me questiono a respeito do meu talento, não que ele seja um talento exuberante até o considero fortuito em demasia!
Quando as coisas vão mal, me parece mais fácil justificar as mazelas rotineiras e os problemas cabeludos, já quando o inverso acontece fica difícil justificar os sentimentos que ainda afligem meus pensamentos.
Já faz algum tempo que não consigo escrever com muita convicção sobre o que realmente tento dizer, mas continuo em minha nobre missão em tentar responder as dúvidas mais insanas e despropositais de minha mente.
Vejo, vasculho e insisto em buscar sentido ou sentimentos que possam brincar com minha criatividade e colocar para fora meus maiores medos e declarações.
Me sinto às vezes um terapeuta, mas na maioria das vezes me sinto um paciente, suplicando as paredes que abram espaço para que eu possa ser ouvido e compreendido por não saber o caminho certo a ser seguido.
Em meio a essa confusão, profetizo verdades e tento esquecer as mentiras que forma pregadas, tenho por péssimo hábito achar que ser menos, me favorece em estar menos evidente e mais protegido, por isso talvez encontre tamanha dificuldade em concretizar minhas relações.
Me ponho em frente este gélido e inocente teclado tentando expor minhas idéias de forma cronológica aos desapontamentos e acabo perdendo as futuras alegrias que estão por vir.
É complicado manter uma linha de raciocínio e falar sobre tudo que te incomoda a seu redor sem ser um pouco piegas, mais complicado ainda e falar sobre esse incômodo quando não se sabe ao certo a origem e cura dele.
Expresso por enigmas meus anseios e devaneios, singelos na maioria das vezes, alegres em partes, confusos na maioria, mas sempre com a esperança de uma resposta que me leve a algum lugar.
E assim vou levando ou pelo menos tentando me expressar em meio à loucura e sanidade, nem sempre sou lúcido, porém ninguém poderá dizer que sou totalmente louco.
O nome do blog é propício ao extremo, são coisas estranhas que só um idiota diz, algumas das quais só ele entende outras quiçá não sejam tão estranhas e por instante ele não seja tão idiota.
26/08/2009
Rodrigo Bertolazzi
E assim a vida anda. Devaneios, lucidez, (in)sanidade... Sempre somos idiotas suficientes pra continuar divagando (ainda bem!). Boa quarta pra ti.
ResponderExcluirImagine se não tivesse empacado hein rodrigão...
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