sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Eu é os meus 29!


Começa assim: somos expulsos do ventre de nossas mães para o mundo, ao receber o choque repentino do frio e sombrio universo, já somos recebidos com dois tapinhas no bumbum para responder o que se espera de nós naquele momento.
Iniciamos nosso ciclo vital então, começamos a perceber e diferenciar cores e objetos, incomodados pela luz forte ou pela repentina força de não conseguir expressar nossas maiores vontades, isso acontece antes mesmo de iniciar a tão esperada e magnífica frase mamãe ou papai.
É assim, começamos um aprendizado de reconhecimento das coisas e formas, aprendemos que a tomada da choque, que a chupeta suja não pode e que se subir as escadas cai, mas em momento algum tomamos essas informações como plenas, desde já há uma demonstração do to nem ai, eu quero fazer e pronto!
Passado esta fase, logo entramos então para a fase da aceitação, logo somos obrigados a reconhecer e escolher as tribos que pertencemos, se são as dos mais tímidos e calados ou os mais pentelhos do playground, fazemos parte de algo que ainda nem bem sabemos o que seja, mas já começamos a nos socializar e buscar aceitação entre os iguais, embora acredito eu que nunca se possa chamar de iguais aqueles que apenas se parecem!
Ok, entremos em outra fase, esta por sua vez mais complexa e diversificada ainda, pois agora a aceitação é pra valer, já sabemos ler, escrever, praticamos atividades físicas e nos juntamos a diversos grupos de distintas classes e raças, aqui você não pode ser mais um você tem que ser o tal!
Criamos novas formas de convívio, os nerds para um lado, os esquisitos no outro lado e os mais “espertinhos” ficam zoando os demais, colando nas provas e se auto afirmando como tal e tal... Aqui você forma a sua primeira e acha que única tribo, aquela que vai te acompanhar pelo resto da vida, sim pelo resto da vida no seu colégio, considerando que é uma vida gigantesca, eu mesmo estudei sempre no mesmo colégio e com a mesma turma praticamente da 1º série do fundamental até o 3º ano do colegial e graças a deus nessas idas e vindas excelentes pessoas passaram por mim e continuam aqui comigo até hoje!
Bom, mas a questão não é essa, o importante é que você definiu algo em sua vida, concluindo que você é membro daquela turma e que seu comportamento será aquele para sempre certo? Errado! Isso é só mais uma fase, importantíssima claro, mas não definitiva para concluir o que você é ou o que pode ser!
As descobertas sexuais aparecem a tona nesta fase, encadeados de uma auto-afirmação de comedor ou vagabunda! Tudo errado, quem faz sexo com mais de uma pessoa por ano nem é isso nem é aquilo, é apenas alguém tentando descobrir o que gosta de fazer! Mas isso é uma percepção que temos bem depois, ou melhor depois de muitas transas mal dadas e outras espetaculares que temos nessa vida!
Agora a pressão é outra, o que fazer depois que se deixa de ser estudante, não há tempo para pensar temos que agir o mais rápido possível! Sim eu vou ser advogado, não eu não vou ser advogado, talvez eu seja médico! Outra burrice humana, achar que alguém tenha plena consciência e vocação para ser algo que não um adolescente de 17 anos recém formado no colégio, lógico que existem pessoas que já tem a sua vocação e sabem disso desde 8 anos de idade, mas isso é exceção e não certeza, mas a pressão e tamanha que os cursos de administração estão cheios de advogados e médicos bons que não puderam ter a chance de escolher o que vão ser quando crescer!
As coisas vão passando e nos vamos dando continuidade à intensa e repetitiva arte de aprender e reaprender a escrever nossa historia, buscamos especialização no nosso ramo profissional e nos adaptamos de uma forma mais madura e singela a novas tribos e comportamentos que condizem com a relação de se estar em uma sociedade!
Levamos por diversos longos anos, vários tapinhas no bumbum, que nem aquele que você recebeu no começo desta história toda, mas aprendemos a lidar com as conseqüência que nossos atos e infantilidades podem causar a nos mesmos, aprendemos a lidar com justiça e injustiça, mas aprendemos também a sorrir e sonhar que o amanhã vai ser melhor sempre!
E destas tantas coisas que passamos, ficam sempre a família, os amigos e aquilo que você aprende! O ruim a gente esquece e o bom fica guardado para contar em longas conversas no futuro que aguarda pelo nosso sorriso!

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